notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
6.2.09
Uma jovem e um policial civil morreram; um PM se feriu.Vizinho ao local do crime disse ter ouvido cerca de 30 tiros.

Todo mundo se jogou no chão e, quando eu vi, a menina já estava baleada do meu lado, como se uma bala perdida tivesse pego nela." Esse é o depoimento de uma das testemunhas que estava na lanchonete onde ocorreu uma briga entre policiais civil e militar, na madrugada desta sexta-feira (6), na Vila da Penha, no subúrbio do Rio. A discussão entre os agentes resultou na morte de Luana Junqueira, de 18 anos, e do policial civil Álvaro Cavalcanti de Souza, 48.
Ainda não se sabe o motivo da confusão. De acordo com a testemunha, houve uma briga corporal e, em seguida, eles começaram a atirar.
"Com certeza teve uma discussão, só vi na hora que começaram a se embolar no chão, teve soco... aí depois um sacou a arma para o outro e começou o tiroteio", disse o rapaz, que não quis se identificar.

'Ouvi muito tiro', conta testemunha

Segundo informações de vizinhos ao local, houve muitos disparos."Devia ser 4h quando ouvi muito tiro. Uns 30, mais ou menos", disse uma moradora da região que não quis se identificar.
O PM, identificado como Diego Luciano de Almeida, de 30 anos, é tenente do 16º BPM (Olaria) e, de acordo com a assessoria de imprensa da PM, foi atingido no pé, coxa e braço e está internado no Hospital Central da PM, no Estácio, e não corre risco de morrer.
Ele disse, na manhã desta sexta-feira (6), que chegou ao local acompanhado de duas amigas, e que estava desarmado. Ainda segundo o policial, ele chamou o garçom para fazer um pedido, mas como não foi ouvido se levantou para chamar o funcionário de novo, e nessa hora ele teria sido abordado pelo policial civil que achou a atitude dele grosseira. Houve uma discussão e o policial civil teria sacado uma arma, mas o PM consegui desarmá-lo. O policial, então, sacou outra arma e começou o tiroteio.
O delegado Luis Alberto Andrade da 38ª DP (Irajá) esteve na lanchonete e conversou com o gerente e funcionários. Ele também teve acesso às imagens do circuito interno, mas informou que o vídeo não traz muitas novidades, só mostra o grupo de jovens com quem Luana estava se levantando da mesa e saindo. Foi pedido um exame de balística. "Ela foi a primeira a cair baleada. As duas pistolas foram apreendidas e houve disparos das duas armas. O policial civil era assíduo do lugar, e os dois (agentes0 estavam de folga. Vamos levantar se houve consumo de bebida alcoólica", informou Andrade.
O namorado de Luana e um amigo, que estavam com ela na hora do crime, já foram ouvidos pelo delegado.

Governador critica atitude de agentes

O governador Sérgio Cabral criticou a atitude dos policiais durante evento do início das obras do PAC em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nesta manhã.
"Foi um incidente de bar, de inconsequentes, irresponsáveis, e eu costumo dizer o seguinte, o sujeito que é, o sujeito que trabalha na segurança pública ele tem que ter uma dupla preocupação com a segurança, mesmo à paisana, mesmo na hora em que está no bar", disse ele.

Investigação indica ciúme como motivo da briga

Em nota, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, lamentou "a morte de inocentes em um episódio banal" e disse lamentar ainda que "funcionários públicos, que deveriam dar exemplo, tenham agido de forma irresponsável e despreparada".
Segundo a Secretaria, foi inaugurado nesta sexta-feira (6), um curso visando aperfeiçoamento em policiais que trabalham nas ruas. O órgão diz ainda que, de acordo com informações preliminares da investigação o motivo da briga seria ciúmes, envolvendo uma terceira pessoa.


FONTE:G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 14:29  comentar

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
visitas
blogs SAPO