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12.7.09

Universidade do Minho conclui:
Violência entre casais homossexuais é maior do que nos heterossexuais

Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é “tendencialmente mais elevada”. Esta é a ideia-chave de um estudo que acaba de ser feito na Universidade do Minho (UM): 39,1 por cento dos participantes admitiram ter adoptado algum comportamento violento e 37,7 revelaram ter sido vítimas de, pelo menos, um acto abusivo no ano anterior.
“A amostra é pequena e específica”, ressalva Carla Machado, co-autora com Laura Gil Costa e Rute Antunes. Responderam ao inquérito 151 indivíduos dos 15 aos 60 anos ligados a associações de defesa dos direitos dos homossexuais – 37,7 por cento eram estudantes, 19,9 exerciam profissões intelectuais e científicas, e as pessoas “mais escolarizadas tendem a identificar como violentos comportamentos banalizados pelas menos escolarizadas”.
Analisando o que cada um admite já ter praticado, a violência psicológica é mais frequente (30,5) do que a física (24,5). Analisando o que cada um diz já ter sofrido, a tendência mantém-se: 35,1 por cento foram vítimas de, pelo menos, um acto de violência emocional e 24,5 de uma agressão física no último ano.
O mais comum é insultar, difamar, humilhar, partir ou danificar objectos de propósito ou deitar a comida no chão para assustar, gritar ou ameaçar, dar uma bofetada. Foi encontrada uma forma específica de abuso: o “outing” ou ameaça de “outing” (revelação indesejada da orientação sexual do parceiro se este tentar acabar a relação). O que pode causar “perda de emprego, abandono de familiares e amigos ou da custódia de um filho”.

Igual a outros países

Estes resultados vão ao encontro das taxas encontradas noutros países. A tendência para maior violência é clara: numa investigação sobre violência conjugal heterossexual, que teve por base 2391 famílias, 22,2 por cento dos sujeitos assumiram-se como vítimas e 26,22 por cento como agressores.
A professora da UM diz que a violência entre casais do mesmo sexo tem sido “negada ou ocultada” pela comunidade homossexual, já que reforça estereótipos negativos, e pelos investigadores da área, já que interroga o pressuposto feminista de que a violência é filha da desigualdade de género. As questões de género “são relativas”, já que estão “associadas a diferenças de poder e as diferenças de poder ocorrem independentemente do género”, advoga.
Como nas relações heterossexuais, “a vítima sente-se isolada, vulnerável, presa à relação”. Prende-a o amor. Prende-a o factor financeiro quando a relação implica rendimentos, negócios, aquisições conjuntas. Há, porém, uma “importante diferença”: o preconceito.

Teia de silêncio

Diversos mitos ajudam a construir uma teia de silêncio. A sociedade tende a encarar as “relações homossexuais como igualitárias”, “imunes à violência íntima”. E a acreditar na suposta “facilidade (emocional e financeira) que a vítima teria em abandonar a relação”. Como se as suas relações fossem “meramente sexuais”.
Múltiplos estudos sugerem que os homossexuais são “profundamente discriminados em diversos sectores da sociedade”. Na família, no acesso a trabalho e morada, no emprego, na escola, na polícia, no exército e noutras instituições. Podem “sentir que estão sós contra o mundo – e esse sentimento pode alimentar a relação, mas também torná-la mais tensa”, explica.
A homofobia pode gerar “baixa auto-estima ou sentimento de inadequação sexual, que o sujeito procura compensar através da subjugação do parceiro”. Também pode “funcionar como um legitimador da violência sofrida, uma vez que o indivíduo acredita que é merecedor ou até mesmo culpado da violência”.
As vítimas homossexuais têm em regra menos apoio. Por vezes, os familiares nem sabem que elas têm uma relação íntima. Revelar a violência também pode ser encarado como uma forma de reforçar a imagem negativa que a família tem da homossexualidade. As vítimas chegam a preferir “manter um relacionamento íntimo violento a permitir comentários do tipo: 'Eu bem te avisei.’”
E os serviços? Não há casas abrigo para homens. E Carla Machado questiona-se sobre a sensibilidade que terá quem trabalha em casas abrigo destinadas a mulheres e crianças para lidar com lésbicas vítimas de violência doméstica.
“A prevalência alerta-nos para a necessidade de maximizarmos a visibilidade deste fenómeno”, conclui o artigo científico, que foi há uns dias para publicação numa revista científica. “Num contexto social preconceituoso, sem campanhas de informação adequadas ou serviços específicos, muitas vítimas de violência íntima não são sequer capazes de reconhecer as suas relações como abusivas”.
As investigadoras julgam importante criar serviços ou, pelo menos, alargar os já existentes aos homossexuais. Acham que “o maior desafio face à violência nas relações homossexuais continua a ser a cegueira inerente à homofobia”.

Por: Ana Cristina Pereira
Para: Publico PT
Foto: Olhares.com
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Bem, hoje aconteceu uma coisa interessante no trabalho." Foi assim que Shirin Ebadi, a iraniana e única mulher muçulmana detentora do Prémio Nobel da Paz - que lhe foi outorgado em 2003 -, começou a conversa com o marido para lhe contar que, nesse dia, ela tinha lido a sua própria sentença de morte.
Estava-se no Outono de 2000. Há muito que a advogada, e uma vez juíza do Tribunal de Teerão, perdera a ingenuidade quanto ao tipo de regime que controlava o país. Longe iam os dias em que Shirin Ebadi e o marido, à semelhança do que faziam os milhões que residem em Teerão, subiam ao telhado da sua casa, quando o relógio marcava as 9 horas da noite para - numa resposta ao pedido do ayatollah Khomeini - gritar a plenos pulmões "Allah akbar" (Deus é grande"). Agora, Ebadi integrava um grupo de advogados que procurava preparar o processo de opositores assassinados pelos esbirros da República Islâmica. Um processo só possível porque, pela primeira vez, o Estado assumira que tinha eliminado os seus críticos. E fizera-o de forma arbitrária.
"A próxima pessoa a morrer é Shirin Ebadi." Fora esta a frase que a advogada lera, nesse dia, ao tentar inteirar- -se das acusações feitas às duas vítimas cuja defesa estava a seu cargo. Ebadi seguiu a narrativa com atenção: tratava-se do relato de uma conversa entre o ministro dos Serviços Secretos iraniano e o indivíduo que deveria executar o crime. Este estava disposto a agir de imediato mas o ministro insistia que a advogada só deveria ser assassinada após o mês do Ramadão. Por razões que a própria "condenada" não conseguiu apurar, a execução nunca foi consumada. Mas, nesse dia, Ebadi leu a sua sentença de morte e - como ela própria conta numa das suas obras - face a ela "não me sentia assustada, nem estava zangada. Lembro-me sobretudo de um avassalador sentimento de descrença. Pensava: por que é que eles me odeiam tanto?" Mais tarde, após o jantar, Ebadi relata ao marido o que lera, começando a conversa com a frase: "Bem, hoje aconteceu uma coisa interessante no trabalho..."
Mas, afinal, quem é esta mulher que os clérigos de Teerão temiam? Corria o dia 21 de Junho de 1947, quando, em Hamedan (Oeste do Irão), Shirin veio ao mundo. A recebê-la teve uma família abastada, algo tradicional mas sem ser conservadora ou religiosa em excesso. Uma casa "bastante grande" foi o universo da sua infância em Teerão, onde os pais não estabeleceram qualquer diferença na educação entre ela e o irmão. Para grande escândalo do "pessoal doméstico".
Ebadi foi uma jovem do seu tempo. No poder estava o xá, nas ruas de Teerão, as jovens iranianas usavam a minissaia, participavam em tertúlias literárias. Sem véu, lenço ou chador.
Ebadi não foi excepção. Cursou Direito porque queria seguir a magistratura. E assim o fez. Aos 23 anos, é uma das juízas do Tribunal do Teerão, o que a faz perder vários pretendentes. Porque, como ela própria conta, os homens, por mais liberais que fossem, "temiam ser casados com uma juíza". Até que, na Primavera de 1975, apareceu Javad - o engenheiro com quem a "teimosa" Shirin acabou por casar e com quem teve duas filhas. É com ele que a juíza partilha a sua própria queda: o regime dos ayatollahs, ao contrário do xá, veda à mulher iraniana cargos de magistratura; daí que Ebadi seja afastada para um trabalho menor no Ministério da Justiça, situação que não consegue aceitar. Os seus protestos e a "greve de zelo" nada alteram. E a depressão espreita. Salva-a o nascimento da segunda filha.
Reformada - com 15 anos de serviço, como prevê a lei da República Islâmica -, Ebadi tem tempo para tudo: para a família, para os seus artigos, para os livros - que começa a escrever -, para se despedir dos amigos que abandonam o país, para ficar atenta à violência dos esbirros do regime contra o povo. E desse povo faz parte o jovem Fuad, o irmão mais novo do marido, que foi executado na prisão após um processo que nada tem de credível. A execução de Fuad, no Outono de 1988, marca profundamente Ebadi; de tal modo que fala dela a toda a gente, numa violação - quase desafio - às ordens que haviam recebido. Torna-a "mais obstinada". Fuad e Leila, a criança de nove anos que é violada por três adultos e depois assassinada, são os dois casos que, de certa forma, forçam Shirin Ebadi a sair de si própria, a retomar a sua coragem para desafiar o poder. Recuperada a autorização para exercer advocacia, Ebadi transforma-se na voz daqueles que a não têm.
Hoje, Shirin Ebadi, fundadora do Círculo de Defesa dos Direitos Humanos, é uma das vozes incontornáveis no Irão. O que não significa que a sua segurança seja, por isso, um dado adquirido.
A prová-lo, o facto de mais de um dos advogados que com ela colabora terem sido detidos no rescaldo dos protestos contra os resultados das eleições presidenciais.

Fonte: DNGlobo
Foto: José Meneses de Oliveira
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A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.
Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.
O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.
Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.
- Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.
- Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.
- Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.
- Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.
- Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.
Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.
Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.
Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”

Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
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Por Alessandra Mendonça


6° período de jornalismo


Um fato que é incontestável é que a rede de prostituição infantil no Brasil continua sem solução, talvez isso ocorra porque este tipo de negócio transformou-se no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da indústria de armas e do narcotráfico. Este é um daqueles temas que houve-se muito mas sabe-se pouco. Não é por menos que é problema que vem preocupando, não só o governo brasileiro, mas também do mundo inteiro.Como toda atividade clandestina, a prostituição infantil sempre foi abafada. Na visão da grande maioria das pessoas, não só dos leigos como também dos instruídos, acreditam que os principais clientes que procuram pelos serviços das menores eram os turistas estrangeiros, que vem para o país e se encantam com as mulheres seminuas que encontram nas praias e, por quê não, nas ruas. No entanto, o trabalho da polícia mostra que a maioria dos clientes são brasileiros de classe média alta e rica, empresários bem sucedidos, aparentemente bem casados e, algumas vezes, com filhos adultos ou crianças. Além dos empresários estão, também, na lista, os motoristas de caminhão e de táxis, gerentes de hotéis e até mesmo os policiais. Já do outro lado, prova-se que as meninas são pobres e que moram em uma total miséria na periferia. A primeira relação sexual pode ter ocorrido com o próprio pai, padrasto ou até mesmo seu responsável aos 10, 12 ou 17 anos. Por este motivo as pesquisas demonstram que a garota até poderia tolerar por mais tempo a pobreza e a miséria, mas o que ela encontra em casa é a violência, o abandono e a degradação familiar. Para elas, talvez, seja mais fácil encontrar as dificuldades da prostituição nas ruas do que enfrentar os distúrbios de homens, que ao invés de dar-lhes proteção, abusam delas sexualmente.Algumas vezes a mãe não sabe o que acontece ao seu redor, acredita que sua filha possa estar trabalhando em algum lugar "decente" e não tem a mínima idéia de que ela possa estar fazendo programas. Já em outros casos, os próprios pais as levam para se prostituirem. É um trabalho rentável e que gera lucro à toda família, sendo a garota a única prejudicada. Assim, as meninas prostituídas passam a apresentar numerosos transtornos orgânicos e psíquicos, como por exemplo baixa auto-estima, fadiga, confusão de identidade, ansiedade generalizada, medo de morrer, furtos, uso de drogas, doenças venéreas, irritação na garganta e atraso no desenvolvimento.Além da degradação moral de toda espécie humana, a onda de pedofilia está contribuindo para criar uma geração precoce de portadores do vírus da AIDS, já que as crianças, mais frágeis fisicamente, estão propensas a sofrer ferimentos durante o ato, o que facilita a infecção. Adicionando à posição de inferioridade, que não os dá direito de exigir do parceiro o uso de preservativos.Existem leis que obrigam os motéis e estabelecimentos similares a entrada de menores de 18 anos. No entanto, como todas as leis, esta também não é cumprida. Os casais entram nestes lugares sem o mínimo de intervenção, por esse motivo os homens podem entrar não só com uma menor mas duas ou três, depende de seu gosto e sua disposição.




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Uma família da Arábia Saudita está processando judicialmente um "gênio" por roubos e ameaças, segundo informações do jornal Al Watan.
Eles acusam o espírito de jogar pedras neles e roubar telefones celulares.
A família morou na mesma casa perto da medina da cidade de Mahd Al Dahab por 15 anos, mas diz que apenas recentemente descobriu o espírito e decidiu se mudar.
"Nós começamos a ouvir barulhos estranhos", disse o chefe da família, que não quis se identificar, ao jornal saudita.
"Primeiro, não levamos a sério, mas coisas esquisitas começaram a acontecer e as crianças ficaram particularmente assustadas quando o gênio começou a jogar pedras."
"Uma voz de mulher falou comigo primeiro e depois um homem. Eles disseram para sairmos da casa", contou ele.
Na teologia islâmica, os gênios são espíritos que podem perturbar e até possuir humanos. O tribunal local disse estar investigando os incidentes, "apesar da dificuldade de fazê-lo".
Muitos ocidentais conhecem o termo gênio por causa da história de Aladin e a Lâmpada Mágica e a série de televisão Jeannie é um Gênio.
Mas analistas dizem que os gênios da teologia islâmica, também chamados de jinns, são muito mais sinistros.
Acredita-se que eles sejam normalmente invisíveis, mas que tenham a capacidade de assumir formas humanas ou animais. A motivação deles seria frequentemente vingança e inveja.
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RIO - A coreografia é dada e, com ou sem música, os alunos a repetem, descobrindo novas possibilidades em seu próprio corpo. A dança, que está nas festas, nas ruas e até em quem não sabe dançar, traz a mistura da arte e do exercício físico – muitas vezes intenso – que pode agregar saúde, bem-estar e conhecimento do corpo a quem pratica.
O diretor da Sociedade Brasileira Medicina do Esporte, Samir Daher, destaca a dança como uma atividade física com grande gasto de energia e utilização da musculatura e articulações.
– É uma atividade aeróbica e focada em pontos específicos do corpo, que variam de acordo com o tipo da atividade – esclarece Daher. – Em geral, mexe com frequência cardíaca, musculatura esquelética e articulações, podendo ser uma boa aliada para se perder peso. Uma hora de dança pode gastar em média de 300 a 400 calorias. Dependendo do tipo e intensidade do movimento, até mais.
Para Daher, é preciso tomar alguns cuidados para evitar dores nos joelhos, coluna e tendinites, já que a atividade provoca um movimento repetitivo nas articulações, principalmente em pessoas acima do peso. O médico destaca a importância do alongamento, normalmente feito antes das aulas, e alerta que se a intensidade da prática de dança for muito intensa, exigindo horas de dedicação e mais de duas vezes na semana, é recomendada uma preparação da musculatura e do condicionamento. Afora isto, a dança pode ser praticada por pessoas de todas as idades e perfis.
– A dança, como atividade física, libera endorfina, substância relacionada ao prazer. – afirma o médico. – Ninguém dança de cara fechada e, normalmente, termina a atividade mais alegre. É um exercício que interliga mente e corpo.
Ao contrário do que muita gente pensa, não é apenas a dança de salão, facilmente encontrada nas noites cariocas, ou o balé clássico que estão entre as opções para uma atividade física que mexe com a alma e o corpo. O leque de atividades é variado, indo da dança contemporânea, às relacionadas à cultura popular brasileira, como jongo, maracatu e frevo, ou as com origem em rituais religiosos, como a dos orixás. Entre outras opções como danças flamenca, indiana, do ventre, hip hop e jazz.
A coordenadora da Escola de Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Katya Gualter, explica que a dança de salão exige mais dos membros inferiores, tornozelos e pés, além de trabalhar a agilidade e coordenação motora. O balé também força mais os membros inferiores, tem os pés como base e melhora a postura. A contemporânea, segundo a professora, trabalha todo o corpo tendo várias bases de sustentação.
De acordo com Katya Gualter, a dança traz um diferencial frente a outras atividades físicas, que é a possibilidade de criação e necessidades do corpo. Para a professora, a dança é também uma atividade de desenvolvimento pessoal.
– Ao investigar o movimento, a pessoa passa a entender que ela não tem um corpo, mas ela é o seu corpo. Cada um traz o seu jeito de se movimentar que está ligado a pessoa. Entendendo o seu corpo, você passa a se entender melhor também – diz.
A coordenadora do centro de movimento Débora Colker, Maria Elvira Machado, comenta que a atividade ultrapassa a repetição dos movimentos. Segundo ela, a escola já recebeu, inclusive, alunos com deficiências por recomendação médica para desenvolvimento da coordenação e do sistema cognitivo.
– Às vezes, em uma academia, você não tem a consciência do movimento e uma integração com o ambiente e com as pessoas do local. Na dança, você muda a sua rotina, dependendo da música o aluno se envolve mais e tem uma interação mais intensa – comenta.
Sobre o aspecto de expressão corporal e sentimental da dança, a professora de dança flamenca, Izabel Moratti, complementa:
– Na dança flamenca, por exemplo, você tem os aspectos do feminino, da força, do orgulho. É passional, você vira, bate o pé, desestressa. Todos esses aspectos e sentimentos, além de você estar fazendo algo bonito, mexem com a autoestima da pessoa que pratica.
Indo além da dança a dois e dos bailes, a integração com um novo grupo e a autoestima também são pontos destacados na prática da dança.
– Eu já fazia balé clássico e comecei na dança contemporânea porque me identifico mais com os movimentos – comenta Stephane Deluca, com as faces rubras no fim da aula de dança contemporânea, do Centro de Movimento Débora Colker. – Na contemporânea você explora todo o espaço disponível, alterna com frequência entre lentidão e rapidez, tem mais contato com o chão. Além de mexer muito com a emoção. Quando chego aqui sinto que coloco tudo pra fora.



JB Online
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“Os alunos estão mais interessados em brincar, brigar e se divertir muito mais do que em aprender… O que será do futuro profissional dos alunos que foram aprovados sistematicamente; com diplomas, mas sem conhecimentos… O professor em sala de aula está impotente perante os alunos que se sentem reforçados pelos seus próprios pais nas suas delinqüências. A direção da escola, muitas vezes, se omite, o que reforça as delinquências pela impunidade, pelo ditado “Cliente tem sempre razão”…
São trechos ditos por um professor que me abordou em local público, identificando-se como um admirador do meu trabalho, preocupado com o futuro dos seus alunos adolescentes.
Longe de querer caçar um bode expiatório, pois somos todos responsáveis pelo que acontece nas salas de aula, buscar uma solução é extremamente necessário. Mas enquanto ela não é encontrada, temos que tomar algumas medidas paliativas.
Um dos pontos a ser controlado e que está mais ao alcance direto dos professores é o da violência entre os alunos em sala de aula.
Os adolescentes em geral passam da irritação para a raiva e em seguida para o ódio numa velocidade e numa facilidade muito grandes. Isso porque o cérebro ainda não atingiu o seu amadurecimento suficiente para controlar e trabalhar estas sensações e emoções.
Por isso mesmo, eles são mais impulsivos, irritáveis, instáveis e agressivos que os adultos. É muito hormônio, principalmente testosterona, para pouco cérebro, o que provoca destemperos emocionais por qualquer estímulo.
Além da parte hormonal, existe a paciência curta, a voz engrossando, a força física aumentando e pés (chutes) e mãos (socos) sendo transformados em armas.
A irritação e a raiva fazem parte da sensação natural das pessoas, mas agressão física e ódio já são violências que devem ser combatidas.
Brigas corporais não devem ser permitidas em lugar nenhum, muito menos numa sala de aula. Mas se houver, é preciso que o professor peça aos colegas para ajudarem a terminar situação e, depois, deve encaminhar os briguentos a um procedimento escolar que poderia ser previamente combinado.
Não se deve buscar somente as causas originais da briga. A briga já é uma transgressão da ordem de uma sala da aula. Os pais dos briguentos devem ser chamados para que tomem providências educativas.
Trabalho comunitário para os briguentos
Assinem todos o compromisso de que, se os briguentos voltarem a brigar, seja com quem for, terão que fazer um trabalho comunitário que lide com as violências sociais. Onde e com quem fazer tal trabalho deve ser cobrado pela escola, sob pena de exclusão do aluno briguento.
O trabalho comunitário é uma conseqüência do ato de brigar para que o briguento aprenda a lidar com estas situações sem partir para a violência, que é sempre destrutiva.
Na família, as palavras e ações dos pais deveriam ser suficientes para coibir uma violência entre seus filhos. Na escola, se as palavras do corpo docente não forem suficientes, é preciso que ações consequenciais sejam determinadas para que a violência seja coibida.
Um professor não deve aceitar em sala de aula uma provocação de alunos para uma briga. O professor é um educador. Quando ele é agredido em sala de aula, o aluno está agredindo a escola e a educação. É preciso que a escola pratique as ações consequenciais e não o professor durante a sua aula.



Içami Tiba é psiquiatra e educador.

Escreveu “Família de Alta Performance”, “Quem Ama, Educa!” e mais 25 livros.



Brasil Contra a Pedofilia
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Foram 86 vítimas de janeiro até junho deste ano, mais do que em todo o ano passado

Prefeitura alega que a distribuição na cidade de cartilhas contra abuso a crianças teve impacto no aumento de denúncias
O número de crianças vítimas de violência doméstica ou sexual em Araraquara que são atendidas pela prefeitura no último semestre já é maior do que em todo o ano passado, de acordo com a Secretaria da Assistência e Desenvolvimento Social do município.De janeiro a junho deste ano, deram entrada no programa 86 crianças, contra 75 novos casos atendidos nos 12 meses do ano passado. Hoje, 154 vítimas são atendidas permanentemente.
No primeiro semestre do ano passado, apenas 25 crianças foram procurar ajuda e passaram a ser atendidas no Creas (Centro de Referência Especializado da Assistência Social), mesmo local que recebe e trata as vítimas. Se considerado apenas este período, a alta no atendimento foi de 244%.
Os casos explodiram, principalmente, em maio e junho, quando foram atendidos 28 e 21 casos, respectivamente. A justificativa, segundo o secretário da pasta José Carlos Porsani, foi a distribuição desde março de cartilhas para a identificação da violência. “Nós fomos a primeira cidade a lançar [a cartilha]. A ideia é treinar a população e funcionários públicos a identificar este tipo de violência. Quando o projeto for concluído, distribuiremos em postos de saúde, delegacias e escolas, locais mais procurados pelas vítimas”, disse Porsani.
O material foi produzido pela equipe do Creas. Segundo a prefeitura, amostras da cartilha foram entregues pessoalmente ao governador José Serra (PSDB) e aos secretários de Estado da Saúde e da Assistência Social na semana passada para estudo da possibilidade de divulgação no Estado.
Há ainda a intenção da utilização em nível nacional, segundo o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, para quem foi entregue um modelo.
No início deste mês, a prefeitura substituiu a sede do Creas que presta o atendimento para uma unidade mais ampla. Segundo Porsani, o “novo espaço é bem maior, mas custa exatamente o mesmo que o antigo.”
A estrutura do Creas contempla salas de atendimento individual, espaço para atividade lúdica e uma sala de reuniões, especialmente criada para receber as famílias no primeiro contato com o serviço.



Folha de S.Paulo
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Ao ver o policial militar fardado andando pela escola no bairro Boa Vista, em Joinville, as crianças não escondem o interesse. “Policial, você já pegou muitos bandidos? Quantos?”, pergunta o menino de quatro anos. O soldado José Luiz de Oliveira, 41 anos, sacia a curiosidade das crianças com paciência.
Também responde aos alunos de cinco a 12 anos que fazem perguntas bem mais difíceis. Se ele (policial) já usou drogas; se conhece alguém da idade deles que usa; ou mesmo um conselho para os pequenos que convivem com um pai dependente químico.
O soldado Luiz é um dos 16 policiais que, em Joinville, foram treinados para tirar essas dúvidas. São educadores do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). O programa existe há dez anos na cidade e há 11 no Estado. É nacional – foi criado para deixar a imagem da PM mais popular. Os policiais envolvidos são dedicados: em geral, deixam o trabalho nas ruas para tocar o programa.
Nada de termos técnicos. Os policiais falam do que conhecem: o que o uso abusivo de drogas e o tráfico trazem de ruim para a sociedade. Com jeito, alertam as crianças de que assassinatos, roubos e marginalização têm a ver com drogas.
Alunos das séries iniciais (até o terceiro ano) são informados com teatrinhos e cartazes. Os de quarta a sexta série seguem uma cartilha. As crianças da quarta série são o foco, pois influenciam os menores. Para a PM, eles têm de ser alertados para aguentar as pressões que sofrerão com o passar do tempo. Às vezes, os policiais são os únicos a conversarem sobre drogas com as crianças.
O material do Proerd fala de quatro drogas: cigarro, álcool, maconha e inalantes. Crack e cocaína estão de fora do material distribuído aos pais. A justificativa é de que crianças de até 12 anos não têm contato com essas drogas. Isso deve mudar. No fim de agosto, a cartilha dos pais pode ganhar meia página sobre o crack, diz a pedagoga Roseane Pereira, do Proerd estadual. A droga já preocupa os pais, que perceberam que é acessível e está em todas as classes sociais.

Acesse o site da campanha http://www.cracknempensar.com.br/



A Notícia
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:46  ver comentários (1) comentar


BRASÍLIA - Um homem suspeito de abuso sexual de menores foi preso, nesta sexta-feira, em São Sebastião, no Distrito Federal. Ele prometia às famílias uma carreira em times de futebol. Quatro meninos, dois da Bahia e dois de Manaus, moravam com ele. Na casa do acusado, identificado como Matias de Oliveira Tavares, de 42 anos, a polícia apreendeu mais de 70 fotos de crianças, todos eram meninos, e as carteirinhas de escolinhas de futebol. Era com a promessa de uma carreira como jogador, que Tavares conseguia que os pais entregassem os filhos para morar com ele.
- Ele dizia que daria um futuro melhor, que esses meninos se tornariam craques do futebol. E dizia ainda que eles ganhariam muito dinheiro. Atraindo essas crianças, ele acabava por abusá-las - afirma a delegada de Proteção à Criança Gláucia Ésper.
Tavares teria falsificado as certidões de nascimento de pelo menos quatro adolescentes e se passava por pai dos garotos. A polícia foi procurada por um professor de futebol que dava aula para um dos meninos, de 14 anos, e que é de Manaus. O adolescente, que na certidão falsa tinha 11 anos, teria reclamado dos abusos. De acordo com a polícia, outros dois garotos confirmaram que sofriam abuso sexual.
De acordo com a polícia, o treinador cobrava R$ 100 por mês, de cada família, dizendo que seria suficiente para cuidar dos meninos. Mas, na casa dele, os policiais não encontraram nem comida. A polícia ainda constatou que alguns dormiam no chão.
O treinador morava na casa há um mês. Segundo a polícia, ele se mudava frequentemente. O boletim escolar, do ano passado, do menino de 14 anos é de Correntina, na Bahia, cidade de dois, dos quatro garotos.
- Os pais precisam ter muita atenção para quem vão entregar seus filhos. E não esquecer que eles também têm responsabilidade por esses filhos - enfatiza a delegada.
Tavares está preso na Papuda. Ele vai responder por atentado violento ao pudor e falsificação de documentos. Dois meninos já voltaram para a casa das famílias. Outros dois estão em abrigos.




O Globo On Line
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RECIFE - Foi presa na noite deste sábado, a mulher do do boxeador canadense, Arturo Gatti, 37 anos, encontrado morto num flat em Porto de Galinhas , litoral sul de Pernambuco. A baiana Amanda Rodrigues, 23 anos, teve a prisão preventiva decretada depois que o delegado Josedith Ferreira percebeu inconsistências no depoimento dela. Amanda contou à polícia que o casal estava num bar e teria discutido, supostamente por ciúmes. Gatti a teria empurrado, machucando-a no cotovelo e no queixo. A esposa informou ainda que o marido estaria embriagado. Para a polícia, ela é a principal suspeita da morte do esportista.
Amanda teria sido a primeira pessoa a encontrar o corpo do boxeador na sala do apartamento onde o casal passaria um mês de férias. O boxeador estava apenas de cueca e apresentava marcas de agressão no pescoço e na parte de trás da cabeça.
Segundo o delegado Josedith Ferreira, o depoimento da baiana apresentou inconsistências.
- Ela disse que ele estava embriagado. Se ele estivesse são, ela não teria condições de matá-lo, mas com ele embriagado, talvez sim - disse o delegado.
Amanda contou à polícia que acordou às 6h, no sábado, chamou pelo marido, mas achou que ele estava dormindo. Então resolveu cuidar do filho de pouco mais de um ano. Mas ela disse que, somente por volta das 9h, teria tocado no corpo de Gatti e percebido que ele estava morto.
De acordo com Cristina Esperidião, corretora que alugou o imóvel para o lutador, o contrato foi feito por 30 dias e o pagamento, antecipado na entrada da família, que estava no imóvel desde a última sexta. Segundo a corretora, o casal aparentava estar feliz e chegou a comentar que passaria na praia uma nova lua de mel. O casal vivia nos Estados Unidos. No corpo do lutador de boxe, duas marcas chamaram a atenção da polícia: uma no pescoço da vítima e outra, na parte de trás da cabeça. Os peritos recolheram uma correia de bolsa manchada de sangue, que pode ter sido usada para enforcar Arturo Gatti. O Instituto de Criminalística vai verificar se há marcas de impressões digitais que possam ajudar nas investigações.
Os peritos suspeitam que o ferimento na cabeça foi feito por um instrumento perfurocortante.
De acordo com a gerência do hotel Dorisol, o incidente não aconteceu nas dependências do hotel, mas em um flat do condomínio Ancorar. A gerência informou que, apesar de os apartamentos do flat e os quartos do hotel ficarem na mesma área, a empresa não tem responsabilidade sobre as dependências do condomínio.
Nascido na Itália, mas naturalizado canadense, Arturo "Thunder" Gatti foi campeão mundial dos super pena em 1995, segundo a Federação Internacional de Boxe, e dos super leve em 2004, segundo o Conselho Internacional de Boxe. No ano passado, ele esteve na Bahia para celebrar seu 36º aniversário, que foi comemorado na casa do lutador Acelino Popó Freitas, de quem é amigo.
O Globo On Line
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Conselheiros Nayara Pereira, Cristiane Santos, Valdenisson Vergotti, Valdirene Gondim e Marcelo Ramos: unidos pelo toque de recolher

Os cinco conselheiros de Ribas do Rio Pardo (100 km de Campo Grande) estão em uma campanha para estender para aquela cidade o toque de recolher que existe em Fátima do Sul, Jateí, Vicentina, Nova Andradina e no distrito de Culturama e em várias cidades do interior paulista.
No dia 17 de junho, eles apresentaram à juíza Daniela Endrice Rizzo a sugestão. Desde então, eles fazem campanha pela adoção da medida. “Chegamos a conclusão de que o toque de recolher é importante para Ribas do Rio Pardo porque estamos diretamente em contato com a triste realidade de famílias desestruturadas e de crianças e adolescentes padecendo por problemas de toda a sorte em decorrência da falta de providências preventivas”, diz a presidente do conselho, Nayara Pereira, à própria assessoria.
Os conselheiros dizem que estudaram exaustivamente a questão. “O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é imperativo em zelar pela proteção as crianças e aos adolescentes”, afirma Nayara. “O toque de recolher não é tão radical, afinal apenas determina que se a criança ou adolescente estiver nas ruas no período noturno, deverá estar acompanhada dos pais ou por um responsável adulto, e isto é bom para ampliar a convivência entre eles”.
Nas cidades com toque de recolher em Mato Grosso do Sul, a fiscalização é feita pelas polícias militar e civil, sempre com o acompanhamento de um conselheiro tutelar. Se uma criança ou adolescente é encontrado na rua após o horário permitido, ele é levado para a família. Quando isso não é possível, ele é encaminhado ao Conselho Tutelar.
Em caso de reincidência, pais e responsáveis podem responder pelo crime de abandono intelectual. Em Fátima do Sul, Jateí, Vicentina e no distrito Culturama, crianças, com menos de 12 anos, estão proibidas de ficar nas ruas, praças e estradas após às 20 horas.á os adolescentes, com idades entre 12 e 18 anos, não podem permanecer nas ruas após às 22 horas.
Ainda no mês passado, a juíza da Infância e Juventude Ana Carolina Farah Borges da Silva havia afirmado que o toque de recolher havia sido bem aceito pelos pais, mas criticado por crianças e adolescentes.



Campo Grande News
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Michael Jackson, na sua vida artística, foi singular, excepcional e único: é considerado o rei do pop (e talvez não apareça concorrente no mesmo nível tão cedo).
Que figuraça extraordinária e suprema, na acepção positiva da palavra. Mas também foi figuraça no sentido negativo do termo.
Sofreu várias acusações de pedofilia. Por falta de provas nunca nenhum tribunal o condenou, mas é de se imaginar o quanto que isso pesou em sua carreira, em suas emoções, em suas relações profissionais e familiares (e, claro, em seu bolso: só na primeira vez que foi acusado o acordo com a família da vítima teria custado 15 milhões de dólares).
A sua morte (precoce e súbita) me levou a reler e refletir sobre a matéria de Jesús García, publicada no jornal El País, de 2/5/08, p. 26, bastante instigante, que é a seguinte: “O que se passa na mente de um pedófilo?”
O que leva um indivíduo (adulto) a ter atração (sexual) por uma criança? O que leva um adulto a se excitar quando toca ou quando deseja ou quando vê cenas sexuais relacionadas a uma criança? Em outras palavras, de onde vem esse prazer (erótico) chamado pedofilia, que envolve um adulto e uma criança?
Os experts ainda não contam com uma resposta firme sobre o delicado assunto (essa é a conclusão da matéria citada). Mas há hipóteses (de trabalho) que tentam explicar porque um adulto desenvolve pendores pedófilos: (a) experiências nocivas na adolescência ou na infância ou (b) ter sido vítima de abusos sexuais na infância ou adolescência.
A infância e a adolescência são momentos cruciais na formação da personalidade de qualquer pessoa assim como no nascimento inclusive da pedofilia. A psicoterapeuta Sue Gerhardt (citada por Eduardo Punset, Por qué somos como somos, Madrid: Aguilar, 2008, p. 127) explica: “Adultos que padecem algum transtorno de personalidade o se sentem infelizes, os problemas estão frequentemente relacionados com sua primeira infância”.
Desde o século XVII, escreve Eduardo Punset, se sabe que a alma e a felicidade residem no cérebro. Agora se sabe que também o amor está no cérebro. A forma de amar de uma pessoa adulta tem muito a ver com suas vivências infantis, a libido feminina é muito mais mental que a masculina (porque são cérebros distintos) etc.
Se é assim, uma criança que tenha sido vítima de constrangimentos, ameaças e agressões, pode desenvolver um tipo anormal de amor quando adulto? É possível.
Mas uma coisa é o mundo da fantasia outro o da realidade. Pedófilos potenciais todos nós somos (ninguém ainda conhece todos os mecanismos de funcionamento do cérebro humano).
A questão é saber o que leva alguém a desenvolver essas inclinações pedófilas e, no momento seguinte, como ele é capaz de passar do mundo da fantasia erótica para a realidade, física ou informatizada (internet).
Embora a internet tenha facilitado muito a pedofilia (estudos da CPI da pedofilia apontam que ela movimentou na internet, só em 2008, cerca de 4 milhões de reais: venda de fotos, comércio de cenas pornográficas etc.), a maioria dos casos implica uma vivência real com as vítimas e o autor, em regra, é gente da própria família ou conhecida.
Depressão, relações pessoais frustradas, alcoolismo ou drogas, carências emocionais ou pessoais, fácil contato com as crianças, solidão, separação conjugal etc., tudo pode estar na causa da excitação (ou atração) que eclode em relação a uma criança.
Cuida-se de problema com origem multifatorial, daí a sua difícil erradicação. O certo é que é muito difícil prever se um determinado adulto, apesar da concorrência de múltiplos fatores, vai (ou não) se transformar num pedófilo.
Vale aqui o que dizia John Kenneth Galbraith (canadense, economista e escritor): “Há dois tipos de pessoas que dirão o que irá acontecer no futuro: aqueles que não sabem e aqueles que não sabem que não sabem”. Juridicamente falando parece importante distinguir a pedofilia sem abuso sexual (esse é o crime que está previsto nos artigos 240 e 241 do ECA: exploração de cenas de sexo envolvendo crianças ou exploração de vídeos, fotos etc. que reproduzem essas cenas) da pedofilia com abuso sexual (que pode culminar num atentado violento ao pudor ou num estupro esses delitos estão previstos nos arts. 213 e 214 do CP).
A primeira é a pedofilia pura, enquanto a segunda ingressa no conceito de pederastia. Há pedófilos que são também pederastas (os que tiveram contato físico com suas vítimas, delas abusando) e há pedófilos que não são pederastas (porque acabam se contentando com o prazer de só ver uma criança em cenas pornográficas, sem praticar nenhum ato sexual direto com ela).
O pedófilo é, antes de tudo, um grande consumidor de todos os produtos relacionados com a pedofilia (fotos, vídeos, escritos, imagens etc.). Muitos milhões são gastos, no mundo todo, nesse setor. Alguns deles passam para a fase seguinte, que é o contato com a possível vítima (pela internet ou pessoalmente).
Primeiro o sujeito é seduzido. Depois é que se transforma em sedutor. Calcula-se que sete milhões de crianças são vítimas de atos de pedofilia anualmente. Diariamente milhares delas são contatadas (diretamente ou pela internet). Muitas acabem sendo enganadas (e tornam-se vítimas reais).
Criança que foi vítima de abuso sexual tem mais chance de ser o algoz de uma outra criança (no futuro). Isso é certo. Muitas vezes até coincidem as idades (ou seja: idade em que foi vítima e idade das suas atuais vítimas).
Mas seria a pedofilia (e/ou pederastia) um desvio comportamental genético? Não existe consenso sobre isso. O que existe é a crença, quase que absoluta, de que não (não se trata de um desvio decorrente de fatores genéticos).
Como podemos descobrir que uma pessoa é pedófila? Há fatores indicativos seguros: o pedófico é amável com as crianças, se mostra muito simpático com elas, busca aproximação de mil maneiras, mas raramente usa a força para isso, dá presentes, deixa uma série de rastros (vestígios) de sua atração sexual por elas, não se relaciona bem com os adultos, procura se rodear de crianças por meio do seu trabalho ou por meio do lazer, em sua maioria é do sexo masculino, com frequência abuso do seu poder de guarda sobre a criança etc.
Todas as pessoas que reunem essas características são, então, pedófilas? Não se chega a tanto. “Toda predição é muito difícil, especialmente se é sobre o futuro” (dizia sarcasticamente Niels Bohr, dinamarquês, físico quântico e prêmio Nobel).
Há um disturbio mental e comportamental nos pedófilos (isso é rigorosamente certo): eles creem que a criança gosta de ser tocada, que não há nada de mal nisso, que isso é só uma forma de carinho, que estão em pé de igualdade com a criança etc. Na verdade, a desigualdade (assimetria) é patente.
Não se pode comparar a experiência de uma criança com a de um adulto, ainda que o adulto tenha “parado o relógio do tempo”, ou seja, ainda que o adulto tenha prazer de se comportar como uma criança, cuja vontade acaba sendo (sempre) viciada. A pedofilia é abjeta por fantasiar uma igualdade entre desiguais: um adulto e uma criança.
Por isso, ainda que a criança diga sim, sabe-se que sua vontade não é livre, isto é, ela é ludibriada. Não importa o meio de aproximação: pessoal ou por internet. De uma forma ou de outra, a criança pode ser iludida (enganada) facilmente por um desses chamados boys lovers.
Calcula-se que cerca de 20% das meninas e cerca de 10% dos meninos (cf. El País de 2/5/08, p. 27) tenham sido vítimas de atos de pedofilia (e/ou pederastia). Os casos que se tornam públicos são poucos. A grande maioria se dá dentro de casa e dela não há nenhuma notícia.
Essa é a pedofilia praticada por “pedófilos circunstanciais” ou “intrafamiliares”. Sobretudo quando se trata de envolvidos (ambos) de classe social mais favorecida. Na pedofilia existe sim um afeto ambiguo, meio paterno-filial, meio sexual.
Há muitos pais (ou padastros) que se enamoram de sua filha (ou enteada). O caso do austríaco Josef Fritzl talvez tenha sido o mais chocante (nos últimos tempos): manteve relações sexuais com sua filha e a deixou trancafiada durante 24 anos dentro de sua casa.
Qual é o limite entre o carinho paternal e a pedofilia? Muitas vezes é muito difícil distinguir ou captar a diferença. Um determinado ato objetivo pode ser uma coisa ou outra, conforme a intenção do agente.
Uma coisa é tocar o corpo de uma criança carinhosamente, outra distinta é satisfazer a libido, a inclinação sexual. A excitação (sexual) é que faz a diferença. O terrível é que quando isso ocorre no âmbito familiar a vítima é vitimizada por muito tempo (anos, às vezes), porque ela está sempre perto (à disposição) do abusador.
É possível superar esse trauma? Dizem os experts que isso é muito complicado (sobretudo quando a pedofilia ocorre dentro de casa, com pessoas conhecidas). A criança se sente decepcionada e traída (quando entende o ato).
E ainda pode a pedofilia intrafamiliar gerar uma grande instabilidade na casa, chegando às vezes à separação dos pais. Não são raros os casos em que a criança se sente culpada pela separação (ela ainda pode carregar por longos anos um certo sentimento de culpa).
Apesar de todas essas trágicas consequências, o melhor conselho consiste em não se desprezar a fala da criança, quando ela narra um caso de pedofilia. Ruim agora em razão das providências que devem ser tomadas, pior sem elas.
Acabar com o segredo é importante, mas isso, com frequência, pode não ser a solução para o problema. Às vezes a vítima resolve contar tudo quando já é um adulto (ou até idoso). Faz bem para as vítimas, em geral, contar o trauma.
Mas isso, repita-se, pode não ser a solução. Nessa área, valendo-nos do que dizia Charles Handy (irlandês, filósofo social), só é possível afirmar o seguinte: “A única coisa que é previsível é que nada é previsível”.
É possível tratar os pedófilos? É outro tema complicado, porém, sim, algumas terapias tem tido resultados proveitosos (inclusive dentro dos presídios: El País de 2/5/08, p. 27). Muitos profissionais, às vezes, são requeridos nesses tratamentos (psicólogos, psicoterapeutas etc.).
Embora isso custe muito, é melhor prevenir que remediar. O Estado tem que voltar sua atenção para o problema da violência sexual contra as crianças. Tudo que se fizer nessa área provavelmente será pouco, mas é melhor pouco que nada.O tratamento é seguro? A melhor resposta consiste em subscrever Walter Mondale (americano, ex-vice-presidente dos EUA): “Quem pensa que sabe o que vai acontecer, é porque deve estar muito mal informado”.


Luiz Flávio Gomes é doutor em Direito Penal pela Universidade Complutense de Madri, mestre em Direito Penal pela USP e diretor-presidente da Rede de Ensino LFG.
Foi promotor de Justiça (1980 a 1983), juiz de Direito (1983 a 1998) e advogado (1999 a 2001) http://www.blogdolfg.com.br/




Informe Jurídico & Outros
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Ping Ping e An An completaram um ano e ganharam até bolo.Gêmeos são filhos de sobrevivente do terremoto de Sichuan.

Os pandas gigantes gêmeos Ping Ping (à esq.) e An An comem bolo para celebrar seu primeiro aniversário nesta segunda-feira (6) em Yaan, na província chinesa de Sichuan. Eles são filhos de Guo Guo, que sobreviveu ao terremoto que abalou a província em 12 de maio de 2008.



G1
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RIO - A legalização das drogas sempre desperta debates acalorados, mas existem usuários que consideram o assunto praticamente encerrado. Coisa do passado, como mostra a reportagem publicada na Revista O Globo deste domingo. Eles já compram e usam substâncias entorpecentes sem infringir a lei. São os consumidores das chamadas legal highs, uma nova geração de drogas fabricadas em laboratório a partir de substâncias sintéticas que reproduzem os efeitos de maconha, cocaína, ecstasy, LSD. Mas que não contêm nenhum componente proibido pela legislação.
No caso da maconha, por exemplo, o princípio ativo presente nas folhas da Cannabis sativa, conhecido como THC, sai de cena para ser substituído por um composto sintético, que posteriormente é misturado a outras ervas. Esse mix resulta em produtos como o Spice, a mais popular entre as versões genéricas da maconha comercializadas em diversas lojas, principalmente na Europa (no Brasil, já existem três sites vendendo). Quase sempre, as legal highs vêm em embalagens com logotipos coloridos, que lembram pacotes de figurinhas. O embrulho de Raz, outro produto à venda, remete às tradicionais caixas de sabão em pó e apresenta o slogan: "Now even whiter than white" ("agora, ainda mais branco do que o branco"), em uma alusão à cocaína. Entre seus concorrentes estão marcas como Snow Blow e Charge +. O cardápio é cada vez mais variado. Há uma extensa lista de produtos para todas as versões de drogas ilícitas.
Com visibilidade crescente, o comércio de legal highs despertou a preocupação de autoridades da União Europeia e começou a ganhar destaque no noticiário local. Na semana passada, a emissora inglesa BBC exibiu um documentário com uma hora de duração intitulado "Can I get high legally?" ("Posso me drogar legalmente?").
A resposta dos governantes tende a ser não. Prevalece a tentativa de controlar o avanço dessas novas substâncias - uma missão nada fácil, aliás. No verão europeu, as legal highs são vendidas em larga escala em festivais de música como o Glastonbury, que reuniu 190 mil pessoas no oeste da Inglaterra, há duas semanas. E, durante todo o ano, elas estão nas prateleiras de lojas variadas, como pontos de venda de revistas em quadrinhos e lanchonetes. Podem ser compradas, inclusive, com cartão de crédito.




Globo On Line
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Pais estavam em festa julina do condomínio e foram presos em flagrante por abandono

Rio - A menina Rita de Cassia Rodrigues de Sena, de 5 anos, morreu na noite de sábado, após cair da janela do 5º andar, numa altura de 25 metros, do prédio onde morava no condomínio Vivenda de Tomás Coelho, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte. Ela havia sido deixada sozinha no apartamento pelos pais, Fátima Rodrigues Edivirges de Sena e Gilson Rodrigues de Sena, que foram presos em flagrante por abandono, artigo 133, sujeitos a pena de 6 a 12 anos de reclusão. O caso foi registrado na 25ª DP (Engenho Novo).A menina caiu por volta das 23h30, por uma tela de proteção que estava cortada na janela da área de serviço, e junto ao corpo foram encontrados pertences como sua mochila arrumada com roupas e cadernos, ao lado das colchas, lencóis e o travesseiro de sua cama, brinquedos, uma chupeta e uma tesoura. A perícia realizada durante a madrugada, com o auxílio das câmeras de segurança que registraram a movimentação dos pais e a queda da menina, constatou que a criança estava sozinha em casa e que a tela de proteção já estava danificada há meses, informação confirmada pela irmã da vítima, Camila, adolescente de 14 anos.Rita estava com os pais e a irmã numa festa julina do condomínio, quando sentiu sono e foi levada e abandonada no apartamento pelos pais, que voltaram à festa. Pouco tempo depois, a menina acordou, arrumou as roupas na mochila como se fosse sair de casa, subiu num banco que colocou embaixo da janela, arremessou seus pertences e teria caído acidentalmente, ao se debruçar.A criança foi levada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, onde já chegou sem vida. Seus pais passaram mal no hospital, a mãe teve que ser medicada, em estado de choque, e ambos foram detidos e encaminhados à delegacia na manhã de domingo.Segundo o delegado Marco Aurélio de Castro, da 25ª DP, os pais entraram no apartamento apenas um minuto após a queda de Rita, quando deram por falta da menina.“Há indícios contundentes de que a criança estava sozinha em casa, não havia movimentação violenta no apartamento, sangue ou marcas de briga, é um caso bem diferente daquele de São Paulo”, disse o delegado, referindo-se ao assassinato da menina Isabella Nardoni, que chocou o País no ano passado. “Houve um crime de abandono, resultando em morte”, concluiu Marco Aurélio.Segundo a tia de Rita, Maria Luisa Edivirges, a menina era muito ativa, e não costumava ficar sozinha em casa. Todas as janelas do apartamento tinham rede de proteção instalada, e apenas a da área estava defeituosa.
O DIA ON LINE
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colaboradores: carmen e maria celia

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