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31.5.09
Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal.
O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo.
Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina.
Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas.
Silvia Zamboni, 40, surpreende os médicos ao levar uma vida normal com o cérebro danificado após sofrer um acidente de carro
A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas.
Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência.

Papel da mãe

Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança".
Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI.
Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome.
Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo".
Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo.
Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta.

História reescrita

Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone.
Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro."
Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes.
Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias.
Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda.
"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação.
Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz.
Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza.
Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo
link do postPor anjoseguerreiros, às 22:12  comentar

Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal.
O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo.
Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina.
Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas.
Silvia Zamboni, 40, surpreende os médicos ao levar uma vida normal com o cérebro danificado após sofrer um acidente de carro
A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas.
Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência.

Papel da mãe

Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança".
Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI.
Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome.
Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo".
Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo.
Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta.

História reescrita

Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone.
Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro."
Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes.
Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias.
Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda.
"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação.
Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz.
Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza.
Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo
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Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal.
O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo.
Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina.
Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas.
Silvia Zamboni, 40, surpreende os médicos ao levar uma vida normal com o cérebro danificado após sofrer um acidente de carro
A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas.
Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência.

Papel da mãe

Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança".
Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI.
Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome.
Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo".
Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo.
Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta.

História reescrita

Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone.
Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro."
Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes.
Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias.
Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda.
"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação.
Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz.
Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza.
Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."

GABRIELA CUPANI
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Há algumas semanas, ao passar por uma ressonância magnética, a jornalista catarinense Silvia Zamboni, 40, deixou o médico desconcertado: ele não podia acreditar que o cérebro que observava no monitor, com lesões seríssimas em áreas extensas, era o de uma pessoa absolutamente normal.
O esperado seria encontrar alguém com sérias dificuldades para falar, caminhar ou comer. Ou até em estado vegetativo.
Ele não estava errado. Cinco anos atrás, diante de imagens semelhantes, outros médicos nem acreditaram que ela sobreviveria ao acidente que sofrera. Seu carro havia se chocado contra uma árvore depois de ter sido fechado por um caminhão, numa noite chuvosa, no interior de Santa Catarina.
Além do traumatismo craniano, ela tinha costelas quebradas, que haviam perfurado um pulmão. Uma orelha foi praticamente decepada. O socorro só veio após duas horas.
Silvia Zamboni, 40, surpreende os médicos ao levar uma vida normal com o cérebro danificado após sofrer um acidente de carro
A falta de oxigenação por conta da parada cardíaca havia deixado lesões graves e irreversíveis no cérebro. Os médicos que a atenderam diziam que a morte era questão de horas.
Uma semana após completar 35 anos, em março de 2004, Silvia estava em coma profundo, no grau 3 da escala de Glasgow -o mais baixo-, que mede o nível de consciência após uma lesão cerebral. As estatísticas estavam contra ela -os médicos estimaram em 1% a chance de sobrevivência.

Papel da mãe

Apesar da resistência dos profissionais, sua mãe, Marilda, resolveu levá-la a um centro maior, em Florianópolis. "Para que, se ela está quase morta?", ouviu de um deles. No outro hospital, escutou o mesmo prognóstico: caso a filha sobrevivesse, as chances de ficar em estado vegetativo eram enormes. Mas Marilda acreditava que ainda "havia esperança".
Fazia três anos que mãe e filha não se viam, apesar de morarem na mesma cidade. O reencontro se deu na UTI.
Nas visitas diárias ao hospital, sua mãe promoveu um bombardeio de estímulos. Fazia massagens em seu corpo com remédios homeopáticos, levou cremes e perfumes com os cheiros que ela conhecia, colou nas paredes fotos de todas as fases de sua vida e a logomarca da sua empresa, falava muito ao seu ouvido, sem parar de chamá-la pelo nome.
Quando não estava lá, deixava fones com músicas e mensagens gravadas. "Escutava sons, mas não sabia o que significavam", diz Silvia, sobre o período em que esteve inconsciente. "Eu me lembro da voz da minha mãe me dando força." E de algumas frases soltas: "Não reage"; "não vai dar tempo".
Durante quase dois meses, nada mudou. A mãe chegou a ouvir se não seria melhor "deixar a natureza seguir seu curso". Mas perto de completar o segundo mês em coma, Silvia começou a dar os primeiros sinais de recuperação, com alguns movimentos involuntários dos membros e a capacidade de manter a respiração e a pressão por alguns momentos, sem o auxílio de aparelhos. O coma ficou menos profundo.
Quatro meses depois do acidente, os médicos avaliaram que já não havia nada mais a fazer no hospital. A vida havia se confirmado, diziam, mas Marilda teria um bebê para sempre. Silvia estava absolutamente dependente e sem a menor consciência de quem era. Em casa, foi atendida por profissionais como fonoaudióloga, enfermeiros e fisioterapeuta.

História reescrita

Com o apoio da equipe e da mãe, foi reaprendendo tudo, desde as ações mais básicas: andar, pronunciar palavras e, o mais difícil, abrir a boca e engolir. Depois, ainda precisou reaprender a ler, escrever e até reconhecer a função dos objetos mais simples, como o telefone.
Ao longo dos meses, foi passando por todas as etapas de seu desenvolvimento e reescrevendo a própria história. Teve uma fase de birras para comer e de medos para dormir. "Eu estava exatamente como uma criança", diz. "Quando tiraram a sonda nasogástrica [pela qual era alimentada], passei a cheirar tudo, como um cachorro."
Sem se lembrar de nada de sua vida antes do acidente, voltou a se interessar pelos assuntos que a motivavam e revelou os mesmos talentos de antes.
Motivada pela mãe, estudou piano, apesar de não se lembrar de que quando criança tinha aprendido a tocar. Quis cozinhar e vender tortas, exatamente como tinha feito na adolescência. Ao mesmo tempo, ia resgatando suas memórias.
Apesar de seu cérebro carregar as cicatrizes das lesões, hoje ela leva uma vida normal. Mora sozinha, namora, estuda, faz suas compras -só não voltou a trabalhar, ainda.
"É uma prova da plasticidade cerebral, em que os neurônios que sobreviveram encontram novos caminhos para se comunicar", diz o médico intensivista Thales Schott, que acompanhou sua recuperação.
Na visão dele, os cuidados da mãe, que morreu após um AVC no ano passado, foram fundamentais. "Foi isso que resgatou a vida de Silvia", diz.
Ainda há grandes lacunas de sua vida de que não lembra. "Hoje sou mais seletiva", afirma. Lembrar envolve um grande esforço mental, que ela não faz para acontecimentos que lhe causem tristeza.
Há quem volte de experiências como essa dizendo que escolheu a vida. "Acho que minha mãe escolheu por mim, e eu correspondi." Hoje ela não faz planos para o futuro. "Ainda tenho muito o que recuperar."

GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo
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O número de mortes violentas de jovens é elevado em Dourados,no Mato Grosso do Sul e o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor do Instituto Sangari, responsável pelo Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros e pelo Relatório de Desenvolvimento Juvenil mostrou isso na última segunda-feira durante audiência na Câmara Municipal de Dourados.
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, basta acompanhar a progressão dos índices de homicídios nos dez anos entre 1997 e 2007 na cidade, segundo a apresentação. De maneira simples, os índices de homicídios foram os seguintes para cada grupo de 100 mil pessoas: 87 em 1997 (32 jovens); 85 em 1998 (30 jovens); 61 em 1999 (23 jovens); 71 em 2000 (21 jovens); 67 em 2001( 17 jovens); 71 em 2002 (28 jovens); 78 em 2003 (26 jovens); 71 em 2004 (29 jovens); 88 em 2005 (38 jovens); 77 em 2006 (31 jovens) e 86 em 2007 (29 jovens).
Dos 842 homicídios na cidade, os jovens foram vítimas em 304 deles, para cada grupo de 100 mil pessoas.

Suicídio

Quando o assunto é índice de suicídio para cada grupo de 100 mil pessoas na cidade, os números ficam assim divididos: 1997 com 21 (06 jovens); 1998 com 18 (03 jovens); 1999 com 26 (12 jovens); 2000 com 24 (08 jovens); 2001 com 28 (12 jovens); 2002 com 17 (03 jovens); 2003 com 28 (07 jovens); 2004 com 21 (09 jovens); 2005 com 19 (05 jovens); 2006 com 26 (10 jovens) e 2007 com 30 (09 jovens).
Assim, dos 258 suicídios (para grupo de 100 mil pessoas) registrados em Dourados nos dez anos analisados, em 84 casos quem morreu era jovem.
Transporte
Os dados apresentados mostram ainda que foram vítimas em Dourados de acidentes de transporte, 824 pessoas (para grupo de 100 mil pessoas) de 1997 à 2007 e que desse total, 220 eram jovens, mais de um quarto.
Os números de 2007 da pesquisa fazem parte de um levantamento preliminar sobre violência. Para a Organização das Nações Unidas – ONU, são consideradas jovens, pessoas que têm entre 15 e 24 anos de idade.
Saída
Segundo Jacobo, há uma saída racional para minimizar as mortes violentas de jovens em Dourados e essa saída é a municipalização do enfrentamento à violência, com algumas ações direcionadas.
Ele citou, por exemplo, a melhoria do aparelho de segurança pública com aumento dos investimentos, desativação das carceragens dos distritos policiais, desenvolvimento e implantação de sistemas de informação em rede, aprimoramento da formação dos policiais e modernização gerencial da atuação da polícia, conscientização e mobilização da sociedade civil voltada ao tema da segurança cidadã, campanhas para utilização do Disque Denúncia, criação de instrumentos como a Escola da Família (a partir do exemplo da UNESCO com a Escola Aberta) e a implantação de um Fórum de Segurança Pública, com o reforço do policiamento comunitário e adoção de medidas para fazer valer a Lei Seca.
No índice nacional e geral de violência, de 2006, Dourados aparece 214° lugar no ranking do Mapa da Violência nos municípios brasileiros.
Fonte: Dourados News
link do postPor anjoseguerreiros, às 22:06  comentar


O número de mortes violentas de jovens é elevado em Dourados,no Mato Grosso do Sul e o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor do Instituto Sangari, responsável pelo Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros e pelo Relatório de Desenvolvimento Juvenil mostrou isso na última segunda-feira durante audiência na Câmara Municipal de Dourados.
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, basta acompanhar a progressão dos índices de homicídios nos dez anos entre 1997 e 2007 na cidade, segundo a apresentação. De maneira simples, os índices de homicídios foram os seguintes para cada grupo de 100 mil pessoas: 87 em 1997 (32 jovens); 85 em 1998 (30 jovens); 61 em 1999 (23 jovens); 71 em 2000 (21 jovens); 67 em 2001( 17 jovens); 71 em 2002 (28 jovens); 78 em 2003 (26 jovens); 71 em 2004 (29 jovens); 88 em 2005 (38 jovens); 77 em 2006 (31 jovens) e 86 em 2007 (29 jovens).
Dos 842 homicídios na cidade, os jovens foram vítimas em 304 deles, para cada grupo de 100 mil pessoas.

Suicídio

Quando o assunto é índice de suicídio para cada grupo de 100 mil pessoas na cidade, os números ficam assim divididos: 1997 com 21 (06 jovens); 1998 com 18 (03 jovens); 1999 com 26 (12 jovens); 2000 com 24 (08 jovens); 2001 com 28 (12 jovens); 2002 com 17 (03 jovens); 2003 com 28 (07 jovens); 2004 com 21 (09 jovens); 2005 com 19 (05 jovens); 2006 com 26 (10 jovens) e 2007 com 30 (09 jovens).
Assim, dos 258 suicídios (para grupo de 100 mil pessoas) registrados em Dourados nos dez anos analisados, em 84 casos quem morreu era jovem.
Transporte
Os dados apresentados mostram ainda que foram vítimas em Dourados de acidentes de transporte, 824 pessoas (para grupo de 100 mil pessoas) de 1997 à 2007 e que desse total, 220 eram jovens, mais de um quarto.
Os números de 2007 da pesquisa fazem parte de um levantamento preliminar sobre violência. Para a Organização das Nações Unidas – ONU, são consideradas jovens, pessoas que têm entre 15 e 24 anos de idade.
Saída
Segundo Jacobo, há uma saída racional para minimizar as mortes violentas de jovens em Dourados e essa saída é a municipalização do enfrentamento à violência, com algumas ações direcionadas.
Ele citou, por exemplo, a melhoria do aparelho de segurança pública com aumento dos investimentos, desativação das carceragens dos distritos policiais, desenvolvimento e implantação de sistemas de informação em rede, aprimoramento da formação dos policiais e modernização gerencial da atuação da polícia, conscientização e mobilização da sociedade civil voltada ao tema da segurança cidadã, campanhas para utilização do Disque Denúncia, criação de instrumentos como a Escola da Família (a partir do exemplo da UNESCO com a Escola Aberta) e a implantação de um Fórum de Segurança Pública, com o reforço do policiamento comunitário e adoção de medidas para fazer valer a Lei Seca.
No índice nacional e geral de violência, de 2006, Dourados aparece 214° lugar no ranking do Mapa da Violência nos municípios brasileiros.
Fonte: Dourados News
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O número de mortes violentas de jovens é elevado em Dourados,no Mato Grosso do Sul e o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor do Instituto Sangari, responsável pelo Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros e pelo Relatório de Desenvolvimento Juvenil mostrou isso na última segunda-feira durante audiência na Câmara Municipal de Dourados.
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, basta acompanhar a progressão dos índices de homicídios nos dez anos entre 1997 e 2007 na cidade, segundo a apresentação. De maneira simples, os índices de homicídios foram os seguintes para cada grupo de 100 mil pessoas: 87 em 1997 (32 jovens); 85 em 1998 (30 jovens); 61 em 1999 (23 jovens); 71 em 2000 (21 jovens); 67 em 2001( 17 jovens); 71 em 2002 (28 jovens); 78 em 2003 (26 jovens); 71 em 2004 (29 jovens); 88 em 2005 (38 jovens); 77 em 2006 (31 jovens) e 86 em 2007 (29 jovens).
Dos 842 homicídios na cidade, os jovens foram vítimas em 304 deles, para cada grupo de 100 mil pessoas.

Suicídio

Quando o assunto é índice de suicídio para cada grupo de 100 mil pessoas na cidade, os números ficam assim divididos: 1997 com 21 (06 jovens); 1998 com 18 (03 jovens); 1999 com 26 (12 jovens); 2000 com 24 (08 jovens); 2001 com 28 (12 jovens); 2002 com 17 (03 jovens); 2003 com 28 (07 jovens); 2004 com 21 (09 jovens); 2005 com 19 (05 jovens); 2006 com 26 (10 jovens) e 2007 com 30 (09 jovens).
Assim, dos 258 suicídios (para grupo de 100 mil pessoas) registrados em Dourados nos dez anos analisados, em 84 casos quem morreu era jovem.
Transporte
Os dados apresentados mostram ainda que foram vítimas em Dourados de acidentes de transporte, 824 pessoas (para grupo de 100 mil pessoas) de 1997 à 2007 e que desse total, 220 eram jovens, mais de um quarto.
Os números de 2007 da pesquisa fazem parte de um levantamento preliminar sobre violência. Para a Organização das Nações Unidas – ONU, são consideradas jovens, pessoas que têm entre 15 e 24 anos de idade.
Saída
Segundo Jacobo, há uma saída racional para minimizar as mortes violentas de jovens em Dourados e essa saída é a municipalização do enfrentamento à violência, com algumas ações direcionadas.
Ele citou, por exemplo, a melhoria do aparelho de segurança pública com aumento dos investimentos, desativação das carceragens dos distritos policiais, desenvolvimento e implantação de sistemas de informação em rede, aprimoramento da formação dos policiais e modernização gerencial da atuação da polícia, conscientização e mobilização da sociedade civil voltada ao tema da segurança cidadã, campanhas para utilização do Disque Denúncia, criação de instrumentos como a Escola da Família (a partir do exemplo da UNESCO com a Escola Aberta) e a implantação de um Fórum de Segurança Pública, com o reforço do policiamento comunitário e adoção de medidas para fazer valer a Lei Seca.
No índice nacional e geral de violência, de 2006, Dourados aparece 214° lugar no ranking do Mapa da Violência nos municípios brasileiros.
Fonte: Dourados News
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O número de mortes violentas de jovens é elevado em Dourados,no Mato Grosso do Sul e o sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor do Instituto Sangari, responsável pelo Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros e pelo Relatório de Desenvolvimento Juvenil mostrou isso na última segunda-feira durante audiência na Câmara Municipal de Dourados.
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, basta acompanhar a progressão dos índices de homicídios nos dez anos entre 1997 e 2007 na cidade, segundo a apresentação. De maneira simples, os índices de homicídios foram os seguintes para cada grupo de 100 mil pessoas: 87 em 1997 (32 jovens); 85 em 1998 (30 jovens); 61 em 1999 (23 jovens); 71 em 2000 (21 jovens); 67 em 2001( 17 jovens); 71 em 2002 (28 jovens); 78 em 2003 (26 jovens); 71 em 2004 (29 jovens); 88 em 2005 (38 jovens); 77 em 2006 (31 jovens) e 86 em 2007 (29 jovens).
Dos 842 homicídios na cidade, os jovens foram vítimas em 304 deles, para cada grupo de 100 mil pessoas.

Suicídio

Quando o assunto é índice de suicídio para cada grupo de 100 mil pessoas na cidade, os números ficam assim divididos: 1997 com 21 (06 jovens); 1998 com 18 (03 jovens); 1999 com 26 (12 jovens); 2000 com 24 (08 jovens); 2001 com 28 (12 jovens); 2002 com 17 (03 jovens); 2003 com 28 (07 jovens); 2004 com 21 (09 jovens); 2005 com 19 (05 jovens); 2006 com 26 (10 jovens) e 2007 com 30 (09 jovens).
Assim, dos 258 suicídios (para grupo de 100 mil pessoas) registrados em Dourados nos dez anos analisados, em 84 casos quem morreu era jovem.
Transporte
Os dados apresentados mostram ainda que foram vítimas em Dourados de acidentes de transporte, 824 pessoas (para grupo de 100 mil pessoas) de 1997 à 2007 e que desse total, 220 eram jovens, mais de um quarto.
Os números de 2007 da pesquisa fazem parte de um levantamento preliminar sobre violência. Para a Organização das Nações Unidas – ONU, são consideradas jovens, pessoas que têm entre 15 e 24 anos de idade.
Saída
Segundo Jacobo, há uma saída racional para minimizar as mortes violentas de jovens em Dourados e essa saída é a municipalização do enfrentamento à violência, com algumas ações direcionadas.
Ele citou, por exemplo, a melhoria do aparelho de segurança pública com aumento dos investimentos, desativação das carceragens dos distritos policiais, desenvolvimento e implantação de sistemas de informação em rede, aprimoramento da formação dos policiais e modernização gerencial da atuação da polícia, conscientização e mobilização da sociedade civil voltada ao tema da segurança cidadã, campanhas para utilização do Disque Denúncia, criação de instrumentos como a Escola da Família (a partir do exemplo da UNESCO com a Escola Aberta) e a implantação de um Fórum de Segurança Pública, com o reforço do policiamento comunitário e adoção de medidas para fazer valer a Lei Seca.
No índice nacional e geral de violência, de 2006, Dourados aparece 214° lugar no ranking do Mapa da Violência nos municípios brasileiros.
Fonte: Dourados News
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Em uma igreja abarrotada de fiéis, o padre de origem hispânica Alberto Cutié fez neste domingo (31) seu primeiro sermão como novo membro da Igreja Episcopal, após abandonar nesta semana o catolicismo por violar o celibato.
Cerca de 400 pessoas, uma boa parte delas latinas, lotaram a igreja e tomaram os corredores laterais e a porta de acesso principal, diante da impossibilidade de encontrar um lugar livre nos bancos.
Entre aplausos e fotos, o "padre Alberto", como é chamado na região onde atua, entrou no templo da Igreja da Ressurreição, em Miami, vestido de branco junto ao bispo episcopal Leo Frade e um grupo de ajudantes.
Momentos antes de pronunciar no altar o sermão, por ocasião da celebração de Pentecostes, vários fiéis se levantaram e aplaudiram, o que foi recebido com evidente satisfação por Cutié. Ele nasceu em Porto Rico, mas é de uma família cubana.
Durante os 15 minutos em que falou, em um discurso em inglês e repleto de comentários jocosos e brincadeiras, padre Alberto afirmou que, na decisão de entrar na comunidade episcopal, o 'espírito de Deus' estava com ele.
A guatemalteca Ruhama Buni Canellis, namorada do padre Alberto, se sentou com a família em um banco reservado na primeira fila.
O padre, com 40 anos, é um dos sacerdotes hispânicos mais famosos dos Estados Unidos e tinha uma forte presença na mídia, com um programa na TV a cabo, uma coluna semanal no jornal "El Nuevo Herald" e um programa na Rádio Paz, a emissora católica da qual era diretor até a explosão do escândalo.
No começo deste mês, a revista de fofocas "TVNotas USA" publicou as fotos nas quais o padre aparece beijando a mulher na boca e deitado com ela na areia.
Naquele dia, ele foi ao canal Univisión, TV hispânica dos EUA, dizer que não se arrependia de ter quebrado os votos de celibato porque estava apaixonado. "Estou apaixonado por ela e ela por mim", disse Cutié, lamentando, porém, ter ferido os sentimentos dos paroquianos. Cutié foi logo afastado de suas funções na Igreja de São Francisco de Sales.
O caso do padre Alberto é mais um de uma longa lista de escândalos na Igreja Católica americana, abalada desde 2002 por milhares de denúncias contra sacerdotes envolvidos em casos de abusos sexuais.

da Efe, em Miami - Folha Online
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Em uma igreja abarrotada de fiéis, o padre de origem hispânica Alberto Cutié fez neste domingo (31) seu primeiro sermão como novo membro da Igreja Episcopal, após abandonar nesta semana o catolicismo por violar o celibato.
Cerca de 400 pessoas, uma boa parte delas latinas, lotaram a igreja e tomaram os corredores laterais e a porta de acesso principal, diante da impossibilidade de encontrar um lugar livre nos bancos.
Entre aplausos e fotos, o "padre Alberto", como é chamado na região onde atua, entrou no templo da Igreja da Ressurreição, em Miami, vestido de branco junto ao bispo episcopal Leo Frade e um grupo de ajudantes.
Momentos antes de pronunciar no altar o sermão, por ocasião da celebração de Pentecostes, vários fiéis se levantaram e aplaudiram, o que foi recebido com evidente satisfação por Cutié. Ele nasceu em Porto Rico, mas é de uma família cubana.
Durante os 15 minutos em que falou, em um discurso em inglês e repleto de comentários jocosos e brincadeiras, padre Alberto afirmou que, na decisão de entrar na comunidade episcopal, o 'espírito de Deus' estava com ele.
A guatemalteca Ruhama Buni Canellis, namorada do padre Alberto, se sentou com a família em um banco reservado na primeira fila.
O padre, com 40 anos, é um dos sacerdotes hispânicos mais famosos dos Estados Unidos e tinha uma forte presença na mídia, com um programa na TV a cabo, uma coluna semanal no jornal "El Nuevo Herald" e um programa na Rádio Paz, a emissora católica da qual era diretor até a explosão do escândalo.
No começo deste mês, a revista de fofocas "TVNotas USA" publicou as fotos nas quais o padre aparece beijando a mulher na boca e deitado com ela na areia.
Naquele dia, ele foi ao canal Univisión, TV hispânica dos EUA, dizer que não se arrependia de ter quebrado os votos de celibato porque estava apaixonado. "Estou apaixonado por ela e ela por mim", disse Cutié, lamentando, porém, ter ferido os sentimentos dos paroquianos. Cutié foi logo afastado de suas funções na Igreja de São Francisco de Sales.
O caso do padre Alberto é mais um de uma longa lista de escândalos na Igreja Católica americana, abalada desde 2002 por milhares de denúncias contra sacerdotes envolvidos em casos de abusos sexuais.

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